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Iniciando uma comunidade: O essencial

September 26th, 2018 Posted by Metodologias 0 thoughts on “Iniciando uma comunidade: O essencial”

Por Daniel Wahl

Excerto do módulo “Design da Dimensão Social” do curso online da educação Gaia “Design para Sustentabilidade”.

 

Construir uma comunidade não é fácil. Alguns grupos nunca alcançam construir, uma vez que são incapazes de passar da etapa do conflito real das comunidades. Se manter caminhando como grupo não é fácil, porque cada comunidade é uma realidade viva e dinâmica que requer uma reestruturação constante e uma certa capacidade de se adaptar as mudanças.

Mudanças e transformações internas e externas, ou individuais e coletivas, estão ligadas. Não podemos querer que “nossa” comunidade mude, sem estar disposto a olhar para o papel que desempenhamos em sua dinâmica e estar abertos ao desenvolvimento pessoal e à transformação no processo de evolução do grupo (comunidade).

Se você está começando um novo projeto em grupo, a melhor coisa que você pode fazer é reunir um pequeno grupo de pessoas com valores e motivações semelhantes – este será o seu “grupo principal”. Em um grupo grande, é difícil chegar a um consenso sobre os princípios fundamentais, a visão e os objetivos serem alcançados.

As comunidades encontram uma “cola” (aquilo que os mantem unidos) coesiva em uma visão comum que seja simples, clara e autêntica. Articular e registrar essa visão comum é um dos primeiros objetivos a serem atingidos ao se iniciar uma comunidade. Uma vez que o propósito coletivo e os valores mais profundos são delineados e abraçados por todos, isso fornecerá um solo saudável para o crescimento como grupo.

Amizade, carinho e apoio mútuo: essas são as qualidades das relações humanas que unem uma comunidade. Em uma atmosfera de confiança, os processos comunitários fluem com facilidade, risos e muita diversão. Mas a confiança precisa ser cultivada. A confiança cresce de uma comunicação profunda de coração para coração. Se nos permitirmos ser vistos pelos outros com autenticidade, com nossas fraquezas e forças, se falarmos nossas mentes e nossos corações, a confiança naturalmente surge. Uma sensação de bem-estar do grupo é criada.

A confiança cresce quando as coisas funcionam bem porque foi projetado um padrão de organização que realmente serve ao grupo e aos indivíduos nele presentes. Para fazer isso, precisamos estabelecer estruturas adequadas que permitam técnicas de comunicação, mediação de conflitos, tomada de decisões e celebração da união (inter existência).

Construir comunidade é um processo que envolve diferentes graus de ação executados em paralelo. Para criar estruturas, procedimentos e acordos que nos permitam trabalhar bem em grupo e atingir nossas metas, precisamos de algumas habilidades que nos envolvam nos níveis pessoal, interpessoal e coletivo.

A tabela abaixo, derivada da Teoria Integral de Ken Wilber, mostra as estruturas e acordos necessários para cada grupo (quadrante inferior direito) e as habilidades pessoais (quadrante superior esquerdo), habilidades interpessoais (quadrante superior direito) e aspectos coletivos (quadrante inferior esquerdo) que temos de considerar desenvolver para construir uma comunidade sustentável.

  Interior Exterior
Individual Intenção

Conhecer-se a si mesmo – habilidades internas

· Autoestima, confiança nas pessoas e na vida

· Inteligência emocional

· Aprendizado e motivação contínuos

· Atitude criativa frente à vida

Comportamento

Conhecer o outro – habilidades externas

· Comunicação eficiente e compassiva

· Atitude cooperativa e flexível para com os acordos estabelecidos

· Prestação de contas

· Ações de celebrar em comunidade

Coletivo Cultura

Se encontrar no grupo – processos grupais

Prestar atenção a:

· Elementos da cultura do grupo: valores, crenças, premissas, expectativas, medos, etc. Procurar um equilíbrio entre coerência e flexibilidade.

· Jogos no papel e dinâmicas. Encontrar as polaridades e trabalhar os extremos e fronteiras.

· Liderança. Reconhecer as contribuições dos líderes e trabalhar em liderança integral

· Classificação de poder e privilégios. Evitar abusos de poder e promover o empoderamento.

· O ancião. Promover abertura e espaço para todas as vozes

Sistemas

Conhecer o seu grupo = estruturas e acordos

· Métodos de tomada de decisão

· Visão comum e objetivos

· Critérios para pertencimento

· Métodos de gerir o emocional

· Procedimentos para resolução de conflito

· Processo de exclusão

· Acordos econômicos

· Acordos de estilo de vida

· Acordos e comunicação e comportamento, etc.

 

Teoria de Mudança – fundamentos e aplicação

March 31st, 2018 Posted by Metodologias, Regenera 0 thoughts on “Teoria de Mudança – fundamentos e aplicação”

Origem e usos da Teoria de Mudança, uma forma de consolidar a narrativa e visão de futuro de organizações e projetos.